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Se você digitar skin care no google aparecerão cerca de 4,1 milhões de resultados. Sim, pode conferir. Há uma infinidade de cremes, máscaras e rotinas de limpeza e cuidado de pele para seguir. E, a cada dia, parece surgir uma nova solução, um novo elemento “milagroso”, um item “indispensável” principalmente para nós, mulheres.

Por mais que o autocuidado seja uma atitude muito positiva, será mesmo que esse mar de conteúdos objetiva nosso bem-estar? Será que não há algo além na mensagem do autocuidado…Será que não pode-se caracterizar uma nova forma de opressão?

No atual período de isolamento, a maioria das mulheres estão usando pouca ou nenhuma maquiagem (assim espera-se, rs). Entretanto, influencers, blogs de beleza e as próprias empresas de cosméticos nos enfiam “goela abaixo” dicas para manter a pele perfeita, jovem e saudável. Ah, mas não é de graça: para isso, você precisa investir dinheiro e muitas horas do seu dia. 

Lava com sabonete, esfolia, passa adstringente, água micelar, água vulcânica, água termal, água que não acaba mais, depois lifting, anti-rugas, creme para esconder poros abertos, buster, vitamina C, protetor solar, máscara de argila, pepino… A lista aqui é infinita. E para cada passo dele, lá se foram 40 minutos do seu dia e no mínimo vááários dinheiros 

Mas e quem simplesmente não tem esse tempo ou dinheiro? Será mesmo que serão só estes os fadados ao destino das rugas, da pele envelhecida? 

Esse é o primeiro questionamento que faço. Envelhecer é o processo natural da vida e infelizmente não há dinheiro que consiga reverter nosso destino final. O que conseguimos é, no máximo, estender um pouco nossa vida e viver de forma feliz e saudável. Essa é a primeira máscara que se cai do “autocuidado”: uma pressão estética da pele perfeita que vai totalmente contra os próprios caminhos naturais do ser humano. 

Outro grande questionamento é a efetividade científica de tudo isso. Não há estudo suficiente que prove que a pele consiga absorver todos os elementos colocados nos cremes hidratantes. É como a indústria do emagrecimento: a cada dia, um novo problema, uma nova solução. 

E o mais temido hoje é, sem dúvida, a nossa aceitação. Já pensou no custo que isso geraria às indústrias da beleza? Porém, como são fortes, encontram sempre um jeito de sair ganhando.

Antes do boom do corona e do isolamento social, Gwyneth Paltrow fez uma festa de aniversário cuja única exigência era que os convidados(as) fossem “sem corretivo, sem máscara de cílios, sem blush. Só você e toda a sua glória natural”. Parece legal né?

Para variar, foi apenas mais uma grande jogada de marketing para lançar a sua linha de skincare Goop Glow. Mais ou menos assim: para ser natural, você tem que comprar isso aqui, ó. 

Ninguém está falando para você não fazer skincare. Ele é ótimo e pode ser um baita ritual de autocuidado. O que eu quero é questionar: até onde é um movimento pessoal de bem-estar? Até onde ele não foi também apropriado pela indústria da beleza e dos padrões estéticos?

No fim, amores, a única coisa que sabemos mesmo é que uma pele limpa,  hidratada, aliada à uma boa alimentação (e bem-estar mental!) já resulta em um aspecto saudável e viçoso. E isso envolve: água, bons alimentos, um sabonete (bom para a sua pele), um hidratante e um protetor solar.

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