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Photo by Amanda Vick on Unsplash

Nessa quarentena, existem dois tipos de pessoas:  as que passam o dia de pijama e estão “nem aí” para a maneira que estão se apresentando, e as que se arrumam “toda” para ficar em casa mesmo que ninguém esteja vendo. Qual delas é você?

Seja qual for, nós precisamos fazer uma reflexão aqui. 

Nos vestimos para nós mesmos ou para os outros? Estamos usando a moda como uma expressão da nossa própria personalidade?

Agora, vamos incluir nessa discussão toda, o contexto digital que estamos vivendo. Estamos sendo bombardeados de fotos, vídeos, likes, comentários…24h. 

O que nos faz pensar…Até que ponto a composição das roupas está vinculada ao estilo pessoal? Será que não estamos nos vestindo para ficar legal na foto, dar um bom vídeo ou apenas chamar atenção dos espectadores? Ganhar mais likes e visualizações?

E se você não é a pessoa que faz esse tipo de conteúdo, muito provavelmente você é a pessoa que recebe e é impactada por essas produções. Elas acabam nos influenciando, desejamos criar algo parecido se achamos bonito, mas…

Onde estão as variáveis que importam como usabilidade, conforto, caimento, modelagem, elasticidade? Como expressar esse tipo de análise em fotos ou vídeos de poucos segundos?

Boa pergunta.

Para analisar completamente o efeito do distanciamento e a intensa relação das telas do nosso celular na moda, vamos precisar de um tempo.  Qualquer análise agora seria rasa e simplista. 

Mas algo que já podemos notar é que cada vez mais as pessoas estão se vestindo para impressionar, para ganhar likes, para a foto. A sensação que dá, é que não importa se aquela roupa pinica, se dá para sentar, se é confortável pra usar o dia todo.

Em outras palavras, sinto que nos vestimos pelo tiktok ou reels e logo após a produção do curto espetáculo digital, guardamos a roupa e ficamos de pijama esperando os likes e comentários da atuação animada. 

E nessa quarentena, o que eu mais senti falta foi de conteúdos sinceros de moda. Não, não vou usar salto para ficar em casa. Não vou usar essa saia justa para sentar na minha mesa de home-office. Não vou fazer um truque de styling que dá um nó (que fica bem em cima do estômago) na jaqueta jeans – eu vi um vídeo assim e só conseguia imaginar no desconforto daquele nó, pensando que o jeans é um tecido super grosso.

A moda também não deve se encaixar em contextos, minha gente? Deveria. 

Porém, a gente tem a moda como algo de luxo, algo supérfluo, de passarela, só para alguns. Deixamos de ter a moda como um ato de cultura e expressão – muito menos agora com os holofotes digitais que nos obrigam a ser quem nós possivelmente não somos apenas por um número de likes.

A não ser que você VIVA disso, precisamos parar de viver pela audiência e viver por nós mesmos. Assistir à esses vídeos com olhares atentos e questionadores se, de fato, aquilo tem alguma usabilidade na nossa vida. Vamos usar a moda ao nosso favor, seja na quarentena, na pós quarentena, onde for. Não pelos likes, não pelos outros.

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